Perda de água chega a quase 40% nas maiores cidades do Brasil

A cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros (39,4%) se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades. O índice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macapá. Os números são do Ranking do Saneamento, divulgado hoje (27) pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2012.

A cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades

A cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades

O estudo considerou a perda no faturamento, ou seja, a diferença entre a água produzida  e a efetivamente cobrada dos clientes. De acordo com o instituto, o indicador de referência para a perda de água por faturamento é 15%. Dos 100 municípios da lista, quatro têm nível de perda menor ou igual ao patamar. Em 11 deles, as perdas superam 60% da água produzida.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Édison Carlos, as perdas se refletem diretamente na capacidade de investimento das empresas e podem comprometer a expansão e qualidade dos serviços. “A perda é um reflexo da gestão da empresa. Qualquer autoridade que pensa em saneamento como um negócio, teria que atacar as perdas. Quando a empresa tem perdas muito altas, não consegue nem custear o próprio serviço”, avaliou. “Qualquer litro de água recuperado é um litro a mais que ele vai receber”, acrescentou.

Apesar dos registros, os municípios fazem pouco para reduzir as perdas de água por faturamento, de acordo com o estudo. Entre 2011 e 2012, mais da metade das cidades pesquisadas (51) não reduziu em nada as perdas ou até piorou os resultados no período. Segundo o Trata Brasil, os números sugerem que “diminuir perdas de água não vem sendo uma prioridade entre os municípios brasileiros”.

Apenas 10% dos municípios analisados na pesquisa registraram melhoria de mais de 10% na redução de perdas de água. Em média, de acordo com o levantamento, a melhora nas perdas dos municípios ficou em 0,05% na comparação entre 2011 e 2012.

As soluções, segundo Carlos, variam de acordo com o tamanho e as características de cada município. Em cidades com índices de perda muito elevados, por exemplo, a instalação de equipamentos como controladores de vazão e pressão tem reflexos rápidos na perda por vazamentos.

Em relação ao saneamento, o ranking mostra que, nos 100 maiores municípios do país, 92,2% da população têm acesso à água tratada. Em 22 das cidades, o atendimento chega a 100%, atingindo a universalização do serviço.

No entanto, os dados de coleta e tratamento de esgoto são bem inferiores. A média de população atendida por coleta de esgoto nas cidades avaliadas é 62,46%. Os números do tratamento são ainda menores: em média, 41,32% do esgoto do grupo de maiores cidades do país é tratado. Entre as 10 cidades com piores índices no quesito, três são capitais: Belém, Cuiabá e Porto Velho, sendo que as duas últimas têm tratamento de esgoto nulo.

Considerando acesso à água, coleta e tratamento de esgoto e o índice de perdas, o estudo fez um ranking com os 20 municípios com melhores e os 20 com piores resultados em saneamento. Além disso, o instituto traçou uma perspectiva de universalização dos serviços nos próximos 20 anos, como quer o governo federal, com base na evolução dos indicadores entre 2008 e 2012.

Entre as 20 cidades com melhores resultados, todas atingiram ou atingirão a meta nos próximos anos. No entanto, nos 20 municípios com piores notas, entre eles seis capitais, apenas um deve atingir a universalização se o ritmo de melhoria se mantiver. “É um dado preocupante, na medida em que a gente tem uma meta clara para duas décadas”, avalou Édison Carlos.

De acordo com o presidente do Trata Brasil, a situação só será revertida se as políticas de saneamento entrarem na agenda de prioridades dos gestores públicos e a população pressionar por avanços no setor. “Tem que ser prioridade, principalmente dos prefeitos, mesmo as cidades em que os serviços são operados por empresas estaduais. Isso não tira a responsabilidade dos prefeitos, que têm que brigar por metas mais rápidas e mais amplas. É preciso foco”, avaliou. “O eleitor, o cidadão, tem que cobrar. É investimento, não é milagre”, comparou. (Luana Lourenço)

(Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/)

Poder econômico do agronegócio deixa sociedade refém de seus interesses

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O agronegócio é hoje o setor que mais oferece doações de campanhas aos candidatos à Presidência da República. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até o momento os 11 candidatos já arrecadaram um total de R$ 31,2 milhões, sendo que cerca de 40% dessas doações vieram de setores ligados ao agronegócio.

A maior doação recebida, até agora, veio da JBS, responsável em repassar R$ 11 milhões de reais ao comitê de campanha dos três candidatos mais bem colocados: Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) com R$ 5 milhões cada, e o PSB, agora com Marina Silva, com R$ 1 milhão.

Na mesma linha estão outras empresas do agroindústria, como Seara (R$1 milhão), Coopersucar (R$ 1 milhão), Laticínios Bela Vista Ltda (R$ 350.000), Agropecuária Nova Guaxupé Ltda (R$ 15 mil) e Fazenda Lua Nova Ltda (R$ 15 mil).

Esses números mostram que a dependência financeira dos partidos ainda dita as regras quando o assunto é plataforma política.

Não à toa, em recente sabatina realizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os principais candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff  e Aécio Neves, destacaram em sua plataforma de campanha pontos que só tendem a beneficiar o setor.

Cada um, a sua maneira, fez questão de tranquilizar os empresários do agronegócio com promessas que vão da criação de um “Superministério da Agricultura” até a aprovação de um pacote exclusivo de decisões que beneficiará a esfera agropecuária.

Implicações

Os recursos privados constituem a principal fonte do financiamento de campanhas. Na prática, o financiamento privado acaba afrontando o artigo 14 da Constituição Federal, que diz que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei”.

Para Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, esse é um processo recorrente a todas as eleições.

“O apoio privado é um vicio eleitoral, as eleições estão terceirizadas. Todo parlamento é comprado, e vai responder a quem pagou, ou seja, a quem mais contribuiu. É uma eleição completamente comprometida, quem decide é o Capital”, diz.

Uma relação de confiança é estabelecida entre o agronegócio e os possíveis governos, uma vez que já é possível saber com antecedência quais partidos serão possivelmente eleitos.

Para Gilmar, isso permite que o agronegócio não tenha seus interesses ameaçados em pelas reivindicações feitas por movimento sociais e ambientais.

“Essa é uma lógica que impede a participação popular no processo eleitoral, o que só contribui para o desinteresse cada vez maior da população brasileira. O atual modelo agroexportador seguido pelo Brasil também favorece os grandes investimentos privados. É um pleito não democrático”, salienta.

Para o Sem Terra, apenas com ações que sustentem a Reforma Política, como o caso do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político – que acontecerá entre os dias 1 a 7 de setembro – é que o cenário será modificado.

“O nosso sistema econômico beneficia o agronegócio. Criou-se uma espécie de dependência com o setor. Esses investimentos nada mais são do que uma retribuição por todas as facilidades que o governo federal tem concedido ao setor nos últimos anos. É preciso uma Reforma Política ampla, que estimule de fato a participação popular. Só assim, o povo será impelido a viver ativamente a política. Se dependermos dos atuais trâmites impostos pelo governo nada tende a mudar”, finaliza.

Para o professor em sociologia da Universidade Federal de Brasília (UnB), Sérgio Sauer, é difícil desvincular as doações privadas dos benefícios futuros que esses grupos e empresas tendem a receber.

“Doações de empresas, de qualquer setor da economia, sempre trazem algum tipo de compromisso, seja ele direto ou não. Cria-se um mecanismo, uma necessidade de troca. Um favor que mais cedo ou mais tarde alguém terá que pagar”.

Prova disso é o crescimento de grupos como a JBS, que só entre os anos de 2006 e 2009 multiplicou seu faturamento em 1900%, e que consegue do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) vertiginosos empréstimos e investimentos, bem como maior participação em programas subsidiados, como o Programa de Investimentos Sustentáveis (PIS).

Segundo o professor, essa situação reforça a narrativa de que esse é o setor que mais gera riquezas, mas consolida uma economia pouco sustentável, baseada na exportação de recursos naturais.

“Na atual conjuntura, os apoios do agronegócio feitos em suas diferentes facetas geram compromissos políticos e exigem apoio ao setor, reforçando especialmente as demandas por desoneração fiscal e por mais investimentos em infraestrutura”, finaliza. (Maura Silva, da Página do MST)

(Fonte: http://www.ecodebate.com.br/)

Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day) chega cada ano mais cedo

A cada ano, a humanidade esgota mais cedo sua cota de recursos naturais do planeta. Relatório conjunto de organizações ambientais confirma aumento no consumo de recursos, afirma Jörg-Andreas Krüger, do WWF na Alemanha.

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Com base em estatísticas oficiais de 150 países, o World Wide Fund For Nature (WWF) e othink tank internacional Global Footprint Network registraram nesta terça-feira (19/08) o Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day) de 2014 – um dia antes que no ano anterior. Ele marca o momento em que a humanidade consumiu todos os recursos naturais produzidos pelo planeta no decorrer de 12 meses.

De 5 de outubro em 2000 a 19 de agosto em 2014, o dia em que a humanidade esgota seu orçamento ecológico anual vem chegando cada vez mais cedo, a cada ano. O WWF e o Global Footprint também publicam há 40 anos o relatório bianual Living Planet (Planeta vivo), sobre o consumo de recursos naturais. Sua edição mais recente sairá em setembro.

A Deutsche Welle entrevistou* a respeito Jörg-Andreas Krüger, chefe do Departamento de Biodiversidade do fundo mundial pela natureza WWF na Alemanha.

Como surgiu o Dia da Sobrecarga da Terra?

Ele nasceu de uma ideia do movimento ambientalista. Queríamos criar um sistema de informação que mostrasse ao público e aos tomadores de decisões a necessidade de, no futuro, refletir mais sobre nossas resoluções.

A cada dois anos, publicamos o relatório Living Planet, como indicador da situação da biodiversidade global.Além disso, o Dia da Sobrecarga da Terra mostra como estamos administrando nossos recursos naturais.

Qual é então, essa “cota de recursos” disponível na natureza?

É uma soma total do que usamos em termos de áreas aráveis ou de construção, do que desmatamos, o que pescamos nos rios e oceanos, e naturalmente o dióxido de carbono que emitimos na atmosfera, por todas as atividades da economia. Portanto, é a totalidade do nosso consumo de matérias-primas naturais e renováveis.

Para estabelecê-lo, precisamos medir os recursos globais que a Terra produz e o que pode colocar à disposição dos seres humanos. Em comparação com o que usamos efetivamente, essa é a “pegada ecológica” que deixamos.

O Dia da Sobrecarga da Terra chega a cada ano mais cedo. Por quê?

Simplesmente por usarmos cada vez mais recursos naturais e renováveis.

Quem é responsável pelo aumento do consumo?

Por um lado, podemos colocar a culpa em quem toma decisões – nos políticos, portanto. Por outro, podemos responsabilizar consumidores ao redor do mundo. Em termos do consumo de recursos naturais, numa comparação global notam-se grandes diferenças entre os países.

Por exemplo, se cada pessoa no mundo consumisse como um alemão, precisaríamos de 2,6 planetas. Na comparação com os Estados Unidos, até mesmo quatro planetas.

Há países, principalmente na África e na Ásia, cujos habitantes vivem abaixo da capacidade de recursos naturais. Quer dizer: as nações industrializadas consomem adicionalmente as reservas dos outros países, e ainda exportam a pegada ecológica delas. Um país como a China, por exemplo, chegou ao limite da sua biocapacidade, e a demanda continua a crescer. Um grande problema para o futuro!

O que diz o relatório Living Planet 2014, a ser divulgado no próximo mês?

Que os cidadãos dos países industrializados deveriam usar os recursos de maneira mais eficiente. Vamos ver que a pegada ecológica cresceu mais uma vez. A pegada ecológica das nações abastadas, porém, não aumentou nos últimos 40 anos. Atualmente identificamos um aumento nos países de renda média, ou seja, os antigos países em desenvolvimento, como os do Brics. Isso é perigoso para a Terra e um grande desafio para a política, pois são países populosos.

Qual é o impacto desse consumo excessivo sobre o meio ambiente?

Há uma enorme perda de biodiversidade. As florestas estão minguando. Há muitas regiões com enormes problemas de abastecimento de água, e a mudança climática tem um grande impacto sobre a agricultura, os solos e o nosso ecossistema como um todo.

O que precisa acontecer para conseguirmos sair dessa “zona vermelha”?

Precisamos de uma indústria mais eficiente. Não podemos continuar a desperdiçar recursos naturais como no passado. Devemos alocar as verbas em investimentos sustentáveis. E necessitamos de um controle mais rigoroso por parte dos governos, que devem tomar decisões corretas em favor da sustentabilidade. Além disso, cada consumidor individual deve agir de forma mais inteligente.

O que cada um de nós pode fazer?

Pode-se, por exemplo, usar energias renováveis e comprar produtos que sejam sustentáveis. Devemos comprar apenas o tanto de que precisamos e o que podemos usar.

*Entrevista realizada por Charlotta Lomas, da Deutsche Welle, DW.DE

(Fonte: http://www.ecodebate.com.br/)

De verdade, quer mudar o clima? Torne-se vegetariano

A produção de gado é uma das forças mais destrutivas por trás das mudanças climáticas: ela degrada a qualidade do ar, polui cursos de água, e ocupa a maior quantidade de terras.

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Entre as disparidades econômicas generalizadas, o crescimento da população, a agricultura não sustentável e as mudanças climáticas, um estudo parcialmente financiado pela Nasa previu que a civilização como a conhecemos pode estar em direção firme ao colapso no próximo século – e a janela de oportunidade para adotar uma mudança de impacto está diminuindo. Isso significa que a geração do século 21 é potencialmente a última geração durante a qual criar uma mudança significativa é possível. Mas como obter isso?

É hora de começar uma revolução alimentar.

A geração do século 21, os “millennials” representam 200 bilhões de dólares em valor econômico, e se a maioria da nossa geração se tornar vegetariana ou vegan, ou ao menos comer uma quantidade considerável menor de carne do que as gerações anteriores, temos a chance de produzir um verdadeiro impacto econômico — e, portanto, ambiental.

Em 2012, havia cerca de 70 bilhões de animais de abate para 7,1 bilhões de pessoas (links em inglês). E umestudo publicado em julho pela revista Proceedings of the National Academy of Science mostra que a produção de gado é uma das forças mais destrutivas por trás das mudanças climáticas: ela degrada a qualidade do ar, polui cursos de água, e ocupa a maior quantidade de terras.

Precisamente quanto o gado contribui para a mudança climática continua em debate: estudos mostram números que variam de 18% (um relatório de 2006 sobre alimentos das Nações Unidas) até 51% (um estudo da World Watch de 2009). A maioria dos outros estudos está em algum lugar nesse intervalo, mas, em cada um deles, o conselho é o mesmo: o ser humano precisa comer menos carne para frear a mudança climática e a escassez de recursos.

Criar animais para comer produz mais gases do efeito estufa (via metano e óxido nitroso) do que todo o dióxido de carbono expelido por automóveis, barcos, aviões e trens do mundo. Ao longo de um período de 20 anos, o metano tem 86 vezes mais potencial de mudança climática do que o dióxido de carbono, enquanto o mesmo número para o óxido nitroso é de 268 vezes, de acordo com um relatório da ONU de 2006. Reduzir radicalmente a quantidade de metano e de óxido nitroso na atmosfera pode produzir mudanças perceptíveis no efeito estufa dentro de décadas, enquanto as mesmas reduções de dióxido de carbono tomariam quase um século.

Sim, desistir de carne pode reduzir a sua pegada de carbono bem mais do que parar de dirigir.

Além do metano e o óxido nitroso liberados durante a produção, o gado industrializado contribui em cerca de 75% para o desmatamento (necessário para dar aos animais terra para pastar e plantar soja utilizada na sua alimentação).

Criar vacas, claro, tem o maior impacto ambiental. Há cerca de 1,5 bilhão de vacas no mundo. Elas consomem 170 bilhões de litros de água e 61 bilhões de quilos de comida todos os dias, de acordo com o documentário Cowspiracy. Em comparação, cerca de 7,1 bilhões de seres humanos consomem 19,2 bilhões de litros de água e 9,5 bilhões de quilos de alimentos por dia. Para colocar isto em termos fáceis de digerir, produzir a carne para um hambúrguer de 150 gramas consome algo como 67 mil litros de água, dependendo do tipo de criação do gado, de acordo com o governo dos Estados Unidos.

Em comparação com as galinhas e os porcos, as vacas precisam de 28 vezes mais terras, 11 vezes mais água e causam cinco vezes mais gases de efeito estufa, segundo um estudo liderado por Gidon Eshel, do Bard College. Olhando para os alimentos comumente encontrados em dietas vegetarianas e veganas, como batatas, arroz e trigo, este trabalho conclui que, por caloria de carne bovina, as vacas precisam de 160 vezes mais terra e produzem 11 vezes mais gases de efeito estufa.

É ridícula a quantidade de recursos necessários – e sacrificados – para criar gado; precisamos simplesmente parar de criar tantos animais para abate. Você pode adotar todos os tipos de outros pequenos passos para reduzir seu impacto ambiental: ir para o trabalho de bicicleta ou a pé, reduzir o uso de energia elétrica através de aparelhos mais eficientes, usar menos água através de torneiras e vasos sanitários de baixo fluxo, comprar de empresas ambientalmente conscientes – mas os pesquisadores afirmam que nada disso sozinho será suficiente para reverter a mudança climática. Se você realmente quer fazer diferença, então, preste atenção para o que está no seu prato.

Como disse Albert Einstein: “Nada irá beneficiar tanto a saúde humana e aumentar as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana”. Se você não está disposto a se tornar vegetariano ou vegan, apenas reduzir de forma considerável a quantidade de carne em sua dieta pode ter impacto: por exemplo, em vez de aderir à “segunda-feira sem carne”, adote a “segundas-feiras carnívoras”, caso em que a segunda-feira é o único dia que você come até mesmo uma porção pequena de carne.

Adiar esta mudança por mais uma geração – como nossos pais vêm fazendo — simplesmente não é viável. A geração do século 21 tem a oportunidade de usar seu poder econômico e escolhas pessoais para promover mudança de verdade, e é nossa responsabilidade fazê-lo.

Além disso, se não pararmos e revertermos as mudanças climáticas, tudo o que restará para comer – se tivermos sorte – é peixe. Ooops, parece que estamos ficando sem peixe também.

*versão original (em inglês) foi publicada no site do  Guardian Environment Network. Tradução de Eduardo Pegurier

(Fonte: http://www.oeco.org.br/guardian-environment-network)

Vitela: o cruel “subproduto” da indústria de laticínios

Vacas produzem leite pela mesma razão que humanos e outros mamíferos: alimentar a sua cria. Mas milhões de vacas que vivem em fazendas de laticínios nos Estados Unidos são forçadas a um ciclo vicioso de gravidez contínua com o objetivo de produzir leite para consumo humano. Seus filhotes fêmeas são abatidos imediatamente, ou usados para substituir suas mães no rebanho, e muitos bezerros machos terminam nas celas de vitela – um destino caracterizado por confinamento, escuridão, desnutrição, e massacre.

A quebra do vínculo materno

Sem intervenção humana, bezerros mamam por cerca de um ano [1]. Um estudo veterinário revelou que “durante o desmame natural, jamais acontece um completo e abrupto abandono do bezerro pela vaca. De fato, vaca e bezerro irão manter um relacionamento ao longo de suas vidas, de companhia e contato social” [2]. Um outro estudo descobriu que bastam apenas 5 minutos para que uma vaca e o seu bezerro desenvolvam um forte vínculo materno [3]. Mas bezerros nascidos em fazendas de laticínios são tirados de suas mães no mesmo dia em que nascem e passam a ser alimentados com substitutos de leite, incluindo sangue de gado, para que os humanos possam beber o leite de suas mães [4, 5]. Essa separação forçada causa enorme stress, tanto à vaca quanto ao bezerro, e sabe-se de vacas que escaparam do seu confinamento e viajaram por milhas para encontrar os seus filhotes.

Nas fazendas industriais, bezerros são mantidos em pequenas caixas, sem qualquer tipo de proteção materna.

Nas fazendas industriais, bezerros são mantidos em pequenas caixas, sem qualquer tipo de proteção materna.

Estábulos minúsculos, e sem exercício

Bezerros enviados para a indústria de vitela são forçados a passar as suas curtas vidas em celas individuais que têm não mais do que 1,8 por 0,76 m [6]. Essas celas são projetadas para impedir exercícios e o crescimento normal da musculatura, a fim de produzir a “tenra” carne de vitela, ou baby-beef. Esses bezerros são alimentados com um substituto do leite propositalmente pobre em ferro, para que eles permaneçam anêmicos e sua carne fique pálida [7].

Por causa dessas condições extremamente insalubres, bezerros da indústria de vitela estão suscetíveis a uma longa lista de doenças, incluindo pneumonia e diarreia crônicas. Um estudo publicado no Jornal of Animal Science descobriu que bezerros que são mantidos em “unidades habitacionais menores” têm dificuldade de se manter limpos, bem como de “estender seus membros dianteiros e mudar de posição entre ficar de pé ou deitados”, o que resulta em inchaço das articulações. Também ficou constatado que comportamentos estereotipados de stress, como enrolamento de língua e “pseudo-mastigação” (o ato de mastigar sem qualquer comida na boca), aumentam na medida em que as celas ficam menores, ou que os bezerros ficam mais velhos [8].

O isolamento extremo dos bezerros gera estresse, frustração e sofrimento.

O isolamento extremo dos bezerros gera estresse, frustração e sofrimento.

Depois de suportar de 12 a 23 semanas nessas condições, esses jovens animais – muitos dos quais mal conseguem caminhar por conta de doenças e musculatura atrofiada – são amontoados em caminhões para serem transportados a abatedouros [9]. Nesses caminhões, eles são pisoteados e sofrem com extremos de temperatura, falta de comida e água, além da ausência de cuidados veterinários.

O que podemos fazer?

Celas de vitela já são proibidas na Grã-Bretanha desde 1990, e estão sendo gradualmente eliminadas em toda a União Europeia desde 2007 [10]. O Comitê da Associação Americana de Vitela lançou uma resolução recomendando que todos os produtores de Vitela dos Estados Unidos convertam suas instalações para confinamento em grupo, até 2017 [11], e Celas de vitela já são proibidas nos estados do Arizona e Colorado [12].

Completamente abandonados, os bezerros vivem em meio à sujeira, infecções e ferimentos.

Completamente abandonados, os bezerros vivem em meio à sujeira, infecções e ferimentos.

Além de recusar-se a consumir vitela, evite produtos laticínios. Bezerros que vão parar na indústria de vitela são um “subproduto” da indústria de laticínios. Existem inúmeros leites vegetais fortificados (soja, amêndoa, aveia, arroz) que proveem cálcio, vitaminas, ferro, zinco e proteínas, e são naturalmente livres de colesterol.

Referências

1) Joseph M. Stookey and Derek B. Haley, “The Latest in Alternate Weaning Strategies,” Department of Large Animal Clinical Sciences, Western College of Veterinary Medicine, 2002.
2) Stookey and Haley.
3) Frances C. Flower and Daniel M. Weary, “Effects of Early Separation on the Dairy Cow and Calf: 2. Separation at 1 Day and 2 Weeks After Birth,” Applied Animal Behaviour Science 70 (2001): 275-84.
4) David Goldstein, “Up Close: A Beef With Dairy,” KCAL, 30 May 2002.
5) Stephanie Simon, “Mad Cow Casts Light on Beef Uses,” Los Angeles Times 4 Jan. 2004.
6) Tammy L. Terosky et al., “Effects of Individual Housing Design and Size on Special-Fed Holstein Veal Calf Growth Performance, Hematology, and Carcass Characteristics,” Journal of Animal Science 75 (1997): 1697-703.
7) “Top New York Restaurants Stop Serving White Veal,” Reuters, 6 Jul. 2000.
8) Terosky et al.
9) Nicholas Schoon, “Focus: The Hens Have Got Lucky; Battery Chickens May Soon Have Their Suffering Eased, but It’s Still a Grim Existence for Millions of Cows, Pigs, and Sheep,” The Independent 31 Jan. 1999.
10) American Veterinary Medical Association, “Veal Association Recommends Group Housing,” Journal of the American Veterinary Medical Association, 15 Sep. 2007.
11) Martin Hickman, “The Appeal of Veal,” The Independent 2 Sep. 2006.
12) ThePigSite, “Colorado Commended for Banning Farm Confinement Systems,”ThePigSite.com, 15 May 2008.

 (Fonte: http://oholocaustoanimal.wordpress.com/)

A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados

Número corresponde a 475 milhões de mortes por ano ou a 1,3 milhão por dia

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A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados nas rodovias que cortam o Brasil, número que corresponde a 475 milhões de mortes por ano ou a 1,3 milhão por dia. As informações são do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) da Universidade Federal de Lavras (MG), que desenvolveu um método para conscientizar sociedade e Estado sobre o assunto. O centro acaba de fechar uma parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) propondo soluções ao problema.

O CBEE é responsável pelo Projeto Malha, que tem por objetivo reunir, sistematizar e disponibilizar informações sobre a mortalidade da fauna selvagem nas rodovias e ferrovias brasileiras. Com isso, os atropelamentos passam a ser registrados no Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (BAFS) e as informações coletadas pelo Sistema Urubu, um aplicativo que pode ser usado em smartphones e tablets. “Integramos esse projeto e, neste momento, trabalhamos na assinatura de um termo de reciprocidade com a Universidade Federal de Lavras (UFL) formalizando esta parceria que, até o momento, tem sido informal”, destacou Ivan Salzo, coordenador substituto de Apoio à Pesquisa do ICMBio.

Os documentos devem ser assinados no próximo Seminário de Pesquisa e Encontro de Iniciazação Científica, a ser realizado na sede do ICMBio, em Brasília, entre os dias 16 e 18 de setembro. Na ocasião, o professor e coordenador do CBEE, Alex Bager, vai expor materiais para divulgar o projeto. A intenção é que as Unidades de Conservação (UCs) federais que tenham estradas ou rodovias comecem a usar a metodologia. “O projeto começou em 2013 e agora estamos em processo de evolução. Nesse um ano e meio coletamos muitas informações importantes e agora queremos começar a fazer políticas públicas, em termos nacionais, com os órgãos competentes”, afirmou Bager.

Já integram o Projeto Malha a Floresta Nacional de Silvania, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, a Reserva Biológica União, a Floresta Nacional de Piraí do Sul, a Reserva Biológica Guaribas e o Parque Nacional Serra dos Órgãos. “Eles compartilham a metodologia de coleta de dados e têm uma melhor base para comparar as informações”, disse Salzo. Além dessas unidades, o Parque Nacional da Serra, o Parque Nacional do Iguaçu e a Estação Ecológica Taim também monitoram os atropelamentos, mas sob métodos diferentes. A expectativa é que até 2015 pelo menos 20, das 313 UCs federais administradas pelo ICMBio, façam parte do projeto.

Animais que mais morrem

A maior parte dos animais selvagens mortos por atropelamentos são pequenos vertebrados, como sapos, aves e cobras. Todos os anos, cerca de 430 milhões dessas pequenas espécies morrem atropeladas no Brasil. Outros 43 milhões são representados pelo animais de médio porte, como gambás, lebres e macacos. A menor parte, correspondente a dois milhões de mortes, está relacionada aos animais de grande porte, como onças, lobos e capivaras.

Monitoramento da fauna atropelada na BR-471

A Estação Ecológica Taim (RS) lançou em 2011 o projeto “Atropelamentos da Fauna Silvestre: impacto da BR-471” para minimizar os danos à biodiversidade que a rodovia provoca na Unidade de Conservação (UC). Durante um ano, a administração da unidade fez levantamentos quinzenais de espécies e animais mortos na estrada, assim como monitoramento do tamanho e locais dos atropelamentos. A partir de agora, também será feita a contagem de veículos que passam pela BR e o controle dos 19 túneis construídos sob a rodovia para que os animais atravessem de um lado para o outro sem a necessidade de cruzar a pista.

Uma alternativa

Como uma medida alternativa para reduzir o número de morte por atropelamento dos animais silvestres, o Parque Nacional do Iguaçu (PR) conta com aparelhos de “GPS rastreador” do tamanho de uma caixa de fósforo. O equipamento é instalado em todos os carros que entram na UC e envia informações importantes, como a velocidade do veículo, para uma central monitorada pelos servidores do Parque. “O aparelho estimula a conscientização do visitante. Desde que foi implantado, no início do mês de julho, não houve mais atropelamento no parque”, contou o chefe substituto da UC, Apolônio Rodrigues. (Comunicação ICMBio)

(Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/)

Mudanças climáticas causaram a “cratera do fim do mundo”, diz especialista

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Um evento natural curioso e com proporções enormes ocorreu há três semanas na Sibéria. Uma cratera gigante, com mais de 60 metros de diâmetro, abriu no solo, sem que fosse identificada a presença humana. Os pesquisadores atribuem o fenômeno às mudanças climáticas.

A “cratera do fim do mundo”, como o buraco ficou conhecido, ocorreu próximo a uma das maiores jazidas de petróleo da Rússia, mas os especialistas que visitaram o local garantem que não houve explosão e que nenhuma máquina foi responsável pelo ocorrido.

Mesmo que a situação seja assustadora, eventos semelhantes já foram observados em diferentes localidades. “São consequências direta do aquecimento de nosso planeta, que provoca o derretimento dos gelos perpétuos que cobram a tundra siberiana. Porém não é algo catastrófico, já que a Sibéria é um lugar muito sensível às mudanças”, explicou Leonid Rijvanov, doutor em geologia pela Universidade de Tomsk, à Agência Efe.

No entanto, mais do que o tamanho do buraco, a preocupação é com as possíveis consequências disso. O pesquisador esclarece que o gelo contém gás e com a redução da espessura, esse material é disparado como se fosse um vulcão, formando essas fístulas enormes.

A geóloga Maria Leibman, da Academia de Ciências da Rússia, também foi ao local, analisar as possíveis causas do fenômeno. Segundo ela, foi possível identificar uma concentração mais alta que o normal de gás metano, que é altamente inflamável e poluente que outros gases de efeito estufa. A cientista também garante que os níveis de radiação estavam acima do normal.

Outros buracos com as mesmas características, mas em proporções menores, foram identificados na região, o que alerta para a necessidade de estudos mais específicos da área para prevenir novos desastres. (CicloVivo)

Veja no vídeo abaixo os detalhes desta cratera.

(Fonte: http://www.mercadoetico.com.br/)

Anel de Desmame: um símbolo de crueldade da indústria de leite

Se existe uma indústria envolta em mentiras bilionárias é a indústria de laticínios. Já revelamos as atrocidades realizadas pelos produtores de leite, pelo processo da descorna e pelo destino dos bezerros em virarem vitela. Agora você irá conhecer mais um símbolo de tortura da indústria de leite.

A função do anel é impedir que o bezerro beba o leite de sua própria mãe.

A função do anel é impedir que o bezerro beba o leite de sua própria mãe.

Quando nascemos, a natureza nos oferece leite materno de um ser da nossa espécie. É ele que nos fornece os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. E não é por acaso, pois não precisamos consumir leites de outros animais. Porém, apesar disso, a máfia da indústria de leite perpetua o mito de que necessitamos de leite animal para termos cálcio e outros nutrientes. Um mito que já foi derrubado pela ciência.

No momento que você consome queijo, leite e seus derivados, você está roubando algo que não é seu. Bezerros precisam ser separados de suas mães, para que elas possam produzir leite de maneira excessiva, através de inseminação artificial constante. Sem tais inseminações, a vaca não produz leite.

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Dentre os mais diversos métodos cruéis empregados pelos pecuaristas, está o anel de desmame, que foi criado para que os bezerros não consigam beber o leite suas mães. Esse método é usado também em pequenos produtores ou naqueles que recebem o selo de criação “humanitária”. De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), 97% dos bezerros são retirados de suas mães no prazo de 24 horas após o nascimento. [1] Uma vez que os machos não podem produzir leite, eles se tornam inúteis para a indústria leite, sendo vendidos para a indústria da carne, onde vivem em minúsculas baias que impossibilitam a sua movimentação; movimentar-se desenvolveria seus músculos, o que faria com que o objetivo de “carne macia” não fosse atingido.

Já as bezerras ficam isoladas em abrigos solitários por cerca de 2 ou 3 meses, levando o mesmo destino de suas mães, ou seja, uma vida de estupro, infecções e sequestro de seus filhotes.

No vídeo abaixo você confere de perto como um bezerro fica com o anel de desmame, sem poder suprir uma necessidade básica essencial para sua sobrevivência.

(Fonte: http://oholocaustoanimal.wordpress.com/)

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O relógio da Terra mostra-nos alguns dos impactos causados pelo Homem na Terra. As estatísticas nele apresentadas, que estão a ser actualizadas ao vivo, podem ser verificadas nos sites seguintes:


População mundial: US Census Bureau
Taxa de crescimento populacional: CIA World Factbook
População prisional: UK Homeoffice
Divórcios (apenas para os Estados Unidos): Wikipédia
Imigração ilegal nos Estados Unidos: Wikipédia
Abortos: Wikipédia
Mulheres que morrem durante procedimentos abortivos incorrectos: Organização Mundial de Saúde
Taxa de infecções por HIV: Avert
Taxa de incidência de cancro: UICC
Temperatura média da Terra: Wikipédia
Extinções de espécies: National Wildlife Federation
Produção de petróleo: CIA World Factbook
Produção de carros: Mation Master
Produção de bicicletas: Earth Policy
Produção de computadores: Top Secret
Estatísticas de mortalidade: Organização Mundial de Saúde