Neste Chão Tudo Dá – semeando conhecimento e colhendo resultados

Versão reduzida do documentário realizado por Felipe Pasini, Ilana Nina e Monica Soffiatti. “Neste Chão Tudo Dá – semeando conhecimento e colhendo resultados” é um registro informal realizado durante uma viagem pela Bahia sobre o trabalho e o pensamento do agricultor e pesquisador Ernst Gotsch. Além disso, ainda conhecemos a vida de agricultores que conseguiram aumentar a qualidade de vida de suas famílias através da prática agroflorestal

Alimento orgânico: o sonho da autossuficiência

“O protagonista dessa história é o agricultor orgânico, Jorge Studer, que nos recebeu no Sítio Aredês, sua propriedade no município de Teresópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro. Depois de largar a carreira de administrador na Suíça, virou agricultor e mudou-se para o Brasil. O objetivo principal de Jorge é alcançar a total subsistência, vendendo somente o excedente da produção.
De acordo com o produtor, esse é um caminho viável para agricultores conquistarem maior autonomia e independência, livres da necessidade de compra de insumos agrícolas (como agrotóxicos). Sua propriedade, de 48 hectares, é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e protege integralmente 40% de sua área. Localizado na Zona de Amortecimento do Parque Estadual dos Três Picos é um exemplo de atividade sustentável na região.”  Fonte: O ECO – Vídeos

Hungria destrói todas as plantações da Monsanto

A Hungria deu uma machadada no tronco infectado da gigante Monsanto e as suas modificações genéticas destruindo quase 500 hectares de culturas de milho plantadas  com sementes geneticamente modificadas.

 

De acordo com o o secretário de estado húngaro e Ministro do Desenvolvimento Rural Lajos Bognar, ao contrário de muitos países europeus (como Portugal) a Hungria é uma nação onde as sementes geneticamente modificadas estão banidas e proibidas, tomando uma posição semelhante ao Peru que instituiu uma lei que bane e proibe as sementes e alimentos geneticamente modificados por pelo menos 10 anos.

Hungria-transgenicos-monsantoOs quase 500 hectares de milho destruídos estavam espalhados pelo território húngaro e haviam sido plantados há pouco tempo, explica o Ministro Lajos Bognar, o que quer dizer que o pólen venenoso do milho ainda não estava a ser dispersado.

Ao contrário dos membros da União Europeia, a Hungria baniu todas as sementes OGM. As buscas continuam pois como disse Bognar os produtores são obrigados a certificarem-se que as sementes que usam não são geneticamente modificadas. Durante a investigação os fiscais descobriram que a Monsanto havia injetado produtos da Pioneer Monsanto entre as sementes a plantar, possivelmente com o intuito de disseminar aquela cultura.

O movimento de livre trânsito de produtos dentro dos estados da União Europeia impede que as autoridades investiguem como estas sementes chegaram à Hungria, mas doravante irão certificar-se da validade das culturas em solo húngaro, assegurou o ministro. Uma rádio regional revelou que as duas maiores produtoras de sementes geneticamente modificadas foram afetadas com este ato mas que existem milhares de hectares nestas condições.

Os agricultores defenderam-se com a ideia de que não sabiam tratar-se de sementes OGM. Com a estação já a meio, é tarde demais para plantarem novas sementes por isso a colheita deste ano foi completamente perdida. E para piorar o cenário aos agricultores, a companhia que distribuiu estas sementes no condado de Baranya abriu falência o que impede que recebam compensação. (Do Portugal Mundial)

(Fonte: http://revistaforum.com.br)

(sem título)

Artigo de Washington Novaes

 

Com o panorama nacional na área de energia ainda parecendo confuso e contraditório, em razão de omissões e ações discutíveis de órgãos reguladores federais, felizmente surgem informações alentadoras, principalmente em setores das chamadas energias “alternativas”, dentro e fora do País.

images (1)Pode-se começar pela notícia de que o governo federal decidiu (Folha de S.Paulo, 5/7) incluir usinas eólicas no leilão de novas fontes que fará em outubro – depois de o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) haver declarado que não poderia incluí-las porque certamente ganhariam e não dariam oportunidade a outras fontes (Estado, 26/5). Elas serão entregues em três anos, para se somarem à fração da matriz energética que já representam. Outra boa notícia é de que o governo resolveu (Agência Brasil, 3/7) desligar todas as usinas termoelétricas a óleo combustível e diesel, ligadas desde outubro de 2012 (34 no total), com a alegação de que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estava “muito baixo”. A economia será de R$ 1,4 bilhão por mês. Mas permanecerão outras usinas, inclusive a carvão.

Também alvissareira é a informação (EcoD, 3/7) de que estudos do Ministério de Minas e Energia preveem que o custo de usinas movidas a energia solar “deve cair” quase 50% até 2018 – a ponto de os leilões a partir de 2016 já incluírem esse tipo de usina, assim como as que queimam resíduos sólidos (estas, discutíveis). Até de outros cantos vêm boas notícias, como a do Instituto Socioambiental de que os 10 mil moradores de 90 comunidades da área Raposa-Serra do Sol, em Roraima, vão instalar três torres para medir a intensidade de ventos e a possibilidade de terem usinas eólicas. As perspectivas são tão boas que uma grande empresa vai instalar aqui (Estado, 29/6) uma fábrica de aerogeradores, tendo em vista a expansão prevista, para 5.500 MW até 2017.

Mas nem de todas as controvérsias nossas autoridades do setor desistem: vão leiloar usinas térmicas a carvão, gás natural e biomassas em agosto. E o pretexto é o habitual: “demora” (ou incompletude?) dos estudos de impactos ambientais. Nem de novas usinas nucleares – tanto que a Eletronuclear vai responder ao pedido de impugnação de construtoras na área de Angra 3, prevista para operar em 2018. Mas a direção da Empresa de Pesquisas Energéticas descarta a possibilidade de outras usinas nucleares em curto prazo (O Globo, 5/7).

images (2)O alto potencial de usinas solares e eólicas pode ser visto, por exemplo, no levantamento da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, onde está dito que a irradiação solar em qualquer região brasileira supera os valores encontrados na maioria dos países europeus e é semelhante à das “grandes áreas referenciais do Nordeste brasileiro” – além de possibilitar custos reduzidos de transmissão e distribuição. Uma “oportunidade incontornável”, escreve ali o secretário José Aníbal. Cada metro cúbico pode gerar, em um ano, energia equivalente à de 56 metros quadrados de área inundada por reservatórios de hidrelétricas, 66 litros de diesel, 55 quilos de gás. O plano paulista é ter 1.000 MW de usinas solares até 2020. O potencial é tão alto que, segundo o estudo, 0,01% da radiação solar total equivale a toda a energia consumida no mundo.

Mas não é só a energia solar. O Atlas Eólico paulista prevê chegar a 2020 com 69% de energia “limpa” no Estado, incluindo o aproveitamento da energia dos ventos. Com estes a velocidade média superior a 6,5 metros por segundo, há várias regiões favoráveis no Estado, principalmente nas regiões de montanhas da Serra do Mar, no sul do Estado, e no entorno de Jaú. Com altitudes favoráveis, acima de 100 metros, há outras áreas onde os ventos chegam a 7 e 8 metros por segundo. Ao todo, o potencial do Estado nessa área é de 4.734 MW.

O mundo vai-se transformando nessas direções. Na Inglaterra, no estuário do Rio Tâmisa, está sendo implantada a maior usina eólica offshore, com 175 turbinas e potência de 630 MW, que poderá subir para 870 MW. Suas pás de mais de 120 metros ficarão 480 metros acima do mar. Lancaster, na Califórnia, quer ser a “capital da energia fotovoltaica”, com painéis solares em todos os telhados de casas e estacionamentos de veículos. Los Angeles quer instalar painéis solares nos telhados de 30 mil casas e pagar aos investidores pela energia que sobrar e for para a rede de distribuição. E os Estados Unidos já têm 8 usinas eólicas e 24 solares. A Europa instalou 124 solares e 33 eólicas em uma década. A China quer chegar com as alternativas a 40% da matriz em cinco anos. Já é o país líder nessa área, seguido dos Estados Unidos. E já há até conflitos comerciais entre a China e a Alemanha (Estado, 7/6), porque o país europeu sobretaxou a compra de equipamentos chineses nesse setor.

A França, por sua vez, aprovou resolução nacional que obriga edifícios não residenciais a apagar suas luzes durante a noite e evitar a emissão de 250 mil toneladas de carbono na geração de energia. Uma das poucas exceções é a Torre Eiffel (CicloVivo, 7/7).

Por aqui, ainda estamos na promessa do governo federal de reduzir o consumo de energia em 17% até 2020. Porque continuamos a importar gás natural para geração de energia (mais 77% este ano), petróleo e derivados (mais 11%). O déficit na conta dessa área é de US$ 11 bilhões, segundo a jornalista Miriam Leitão (9/6). E parte do gás se destina a termoelétricas.

Mas com tecnologias já disponíveis poderíamos atender a 10% da demanda total com energia eólica e solar. O potencial inexplorado é de 340 GW, três vezes mais que a capacidade total instalada (professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, 25/6).

Ainda que o cenário pareça sombrio em certos momentos, a mudança está ocorrendo – para melhor.

(Fonte: http://www.estadao.com.br)

Poluição do ar mata mais do que alcoolismo e obesidade no Reino Unido

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Um estudo encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que a poluição atmosférica causa 29 mil mortes anuais no Reino Unido – mais do que a obesidade e o alcoolismo juntos. Só em Londres, todos os anos são registradas quatro mil e trezentas mortes relacionadas ao ar poluído – e, segundo especialistas, as causas não estão apenas relacionadas com problemas cardíacos e respiratórios.

O relatório foi elaborado por uma equipe de 60 especialistas de diversas áreas – cardiologistas, epidemiologistas, pneumologistas e outros –, que analisaram os impactos causados na saúde pelos gases poluentes liberados pelo trânsito, pela indústria e pelas lareiras das casas dos europeus. Um preocupante dado revelado pelo estudo afirma que, além das doenças cardíacas e respiratórias, a poluição do ar também estabelece relações com casos de diabetes, estimula a morte de recém-nascidos e prejudica o desenvolvimento das crianças.

Com o relatório publicado, a ONU está pressionando os países europeus para que medidas eficientes sejam adotadas, a fim de reduzir os níveis de poluição do ar.  “O dobro da população da Europa sofre hoje de asma do que há 30 anos. Estes resultados pretendem acordar os decisores europeus para os poluentes atmosféricos e provam que as políticas europeias estão erradas”, explicou a diretora-adjunta da Health and Environmental Alliance (Heal), que comentou o estudo.

Os profissionais também concluíram que os trens e o metrô podem aumentar a exposição das pessoas às partículas de poluição – de acordo com o estudo, os sistemas férreo e metroviário aumentam a exposição das pessoas a partículas e metais poluentes. As fontes de poluição presente nos interiores de casas e escritórios, como as lareiras, afetam diretamente a saúde das pessoas.

(Fonte: http://ciclovivo.com.br)

Colapso das abelhas: o que isso tem a ver com você?

Por Alexandre Harkaly*

Produtores de abelhas em todo o mundo, em especial nos EUA, relatam perdas entre 30 e 50% em suas populações de abelhas em colmeias. Em certas regiões da China, elas já não existem mais. São os humanos que coletam o pólen, distribuindo-o em flores das árvores frutíferas para que possam produzir!

 

abelha_silvia_marcuzzo_300vertE daí? Como isso impacta a sua vida?

Pense em alguma fruta. As abelhas são necessárias na produção de praticamente todas elas! Então já deu para perceber que os problemas são muitos: vão desde o aumento das dificuldades na obtenção e produção de alimentos (estima-se que 30% do que é produzido hoje depende das abelhas para polinização), podendo chegar até a uma guerra mundial (você vai entender melhor no decorrer deste artigo).

O filme “Mais que Mel”, de Markus Imhoof, exibido recentemente na “Mostra Ecofalante de cinema ambiental”, em São Paulo, mostrou filmagens dramáticas a respeito da síndrome da morte desses insetos, que já é um fenômeno mundial. O diretor trata das prováveis causas e relações com a agricultura e apicultura modernas (para conseguir uma cópia do filme, escreva para Alex Andrade, no email alex.andrade.sp@gmail.com).

Mesmo ainda desconhecidas, a ciência já tem algumas hipóteses sobre as causas desse episódio. Uma delas, e a mais reconhecida, é o largo uso de inseticidas “neonicotinoides”, cujas moléculas são semelhantes aos da nicotina. Elas atuam no sistema nervoso dos insetos, provocando desarranjos em seus sistemas de navegação. Elas perdem o caminho de casa ou morrem intoxicadas, deixando a colmeia vazia. O Parlamento Europeu baniu recentemente alguns desses produtos.

Ao contrário dos europeus, o governo dos EUA não tomou nenhuma atitude com relação ao caso. Coincidentemente, as produtoras dos neonicotinoides são as mesmas empresas que dominam hoje o mercado de produção de sementes transgênicas, o que teria levado recentemente o presidente da Rússia, Putin, a enfurecer-se com os americanos a ponto de não querer receber o secretário de estado Kerry em sua visita a Moscou. O russo teria comentado que essa situação poderia resultar em uma guerra mundial.

Claro, sem abelhas para polinizar e com sementes patenteadas e dominadas por empresas americanas é fácil enxergar por onde está indo o jogo. Tirando os EUA e alguns outros países que dominam a transgenia, as grandes potencias mundiais não estão gostando nada dessa situação. Aquelas culturas que dependem das abelhas tornam-se objeto de maior instabilidade na produção.

Recentemente, a Associação de Consumidores Orgânicos dos EUA anunciou que apicultores acionaram a EPA (Environmental Protection Agency) para proibir os inseticidas neonicotinoides. Foram detectados mais de 30 resíduos de pesticidas em colmeias daquele país. A ação combinada de tantos elementos é desconhecida, mas sabe-se que nossos amigos da natureza estão sendo massivamente intoxicados.

Até agora a EPA não determinou a proibição de certos neonicotinoides. Parece inevitável que a opinião pública pressionará por mudanças.

Estamos novamente diante do famoso problema da ineficiência do estado em diferenciar interesses privados dos públicos.

No Brasil houve uma tentativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em restringir a pulverização aérea, mas depois uma outra portaria conjunta, do próprio IBAMA com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), flexibilizou a pulverização novamente.

O melhor é deixar esta briga de lado e partir para a solução tangente. Mais do que nunca os consumidores estão sendo chamados a se conscientizarem sobre muitas questões que extrapolam a média do conhecimento geral da população. Porém, somente uma ação de precaução, consumindo alimentos seguros que não usam estes produtos,eliminará riscos e causará um impacto econômico sobre aqueles que nos oferecem riscos. Nesse sentido, além dos consumidores, os produtores também tem sua dose de responsabilidade ao escolherem que forma de agricultura fará sucesso no campo. Só que o sucesso da agricultura que aí está levará certamente ao insucesso no médio e longo prazo. Aliás, problemas, prejuízos e riscos já se fazem presente com o colapso das abelhas.

*Alexandre Harkaly é formado em engenharia agrônoma, especializado em agricultura orgânica e biodinâmica, destacando-se como um dos membros fundadores da ABD – Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica.

(Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br)

Conheça as empresas que fazem testes em animais

Essa semana uma notícia me deixou muito feliz: a Índia anunciou que deixará de fazer testes em animais na indústria dos cosméticos. Agora, ela se junta aos países da União Europeia e a Israel na luta pela substituição das torturas realizadas nos animais por alternativas mais éticas.

Isso é muito, mas muito bom, e nos dá forças para defender essa política também aqui no Brasil. Para quem não sabe, os testes feitos nos animais são as coisas mais monstruosas que o ser humano é capaz de fazer. Considerando que muitos deles são realizados para fins meramente estéticos, a revolta se torna ainda maior. Para completar, já existem alternativas mais eficientes e com resultados mais seguros (sim, para nós, humanos) do que os testes feitos nos animais vivos.

Eu nem tenho estômago para descrever como são esses testes, mas se você quiser saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura desta página.

Como eu estava interessada no assunto, comecei a pesquisar sobre as empresas que ainda mantêm essa prática. Quase morri do coração quando soube que algumas das marcas mais amadas do mundo (inclusive por mim) são praticantes dessa barbárie: M.A.C. (RIP Ruby Woo), Maybelline (adeus, Colossal… #todaschora), Johnson & Johnson, Always (nem os absorventes escaparam), Avon, Clean & Clear (ai meu adstringente…), Dove, L’Oreal, Revlon, L’Occitane, LaRoche Posay, Lux, Mary Kay, Neutrogena, Olay, Pantene, Vichy e Veet são apenas algumas das empresas que usam coelho, ratos, cachorros e outros animais vivos para saber se as substâncias colocadas em seus produtos vão causar irritação nos olhos, na pele, câncer ou mesmo matar.

- Clique aqui para ver a lista completa das empresas que realizam testes em animais -

Por outro lado, fiquei extremamente feliz ao saber que muitas empresas (principalmente as brasileiras) já aboliram tal prática e fabricam seus produtos de maneira ética. O Boticário, Contém 1g, Água de Cheiro, Acquaflora, Granado, Ikove, Impala, Mahogany, Natura, Nazca, OX, Éh, Quem Disse Berenice, Racco, Surya, Farmaervas, Vult, além das gringas Aveda, Alva, Conair, Diane von Furstenberg Beauty, The Body Shop, Urban Decay e Victoria’s Secret são algumas delas e já têm espaço cativo no meu coração.

- Clique aqui para ver a lista completa das empresas brasileiras que não realizam testes em animais -

- Clique aqui para ver a lista completa das empresas gringas que não realizam testes em animais -

Gostou? Se revoltou? Quer fazer a sua parte? Então seja um CONSUMIDOR CONSCIENTE! Para isso, informe-se e conheça os posicionamentos e práticas das empresas que fabricam seus produtos preferidos. Depois, exija o fim dos testes em animais – boicote, mande mensagem, compartilhe essas informações em suas redes sociais!

O consumo consciente é a arma mais poderosa para obrigar as empresas a adotarem práticas éticas e sustentáveis – seja com o meio ambiente, com os animais, com seus empregados ou mesmo com o consumidor. Então não se cale! Mostre seu engajamento e faça a diferença! (EcoD)

(Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br)

Entidades civis não querem reabertura da Estrada do Colono

Entidades brasileiras somando quase mil organizações não governamentais enviaram hoje um alerta à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e à União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) sobre uma nova tentativa de abertura da “Estrada do Colono”, em tramitação no Congresso Nacional.

A estrada de quase 18 quilômetros cortava ao meio o Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco desde 1986 e como uma das Novas Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Foi fechada em 2003 por ordem da Justiça Federal, por ameaçar a integridade do parque e a segurança nacional pela proximidade da tríplice fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai. Hoje, está praticamente tomada pela vegetação nativa.

A nova proposta de abertura é capitaneada pelo deputado federal Assis do Couto (PT-PR), cuja aprovação, associada a outros projetos em tramitação no Congresso Nacional, abriria um perigoso precedente para enfraquecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9.985/2000) e da proteção da biodiversidade e dos serviços ambientais no país.

Entre 1999 e 2001, o Parque Nacional do Iguaçu esteve na lista dos Patrimônios Mundiais em Perigo, justamente por outra tentativa de abertura da Estrada do Colono. O Projeto de Lei 7.123/2010 tramita no Congresso apoiado em manobras políticas, na tentativa de assegurar sua aprovação no menor prazo. Sua aprovação pode ocorrer ainda em julho. Amanhã (9), será votada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

“O autor do projeto e seus defensores apontam que a estrada promoverá preservação, educação ambiental e o desenvolvimento sustentável regional, enquanto estão amplamente registrados e compreendidos os impactos de estradas sobre áreas protegidas. Ao analisar os dados históricos, não se encontram quaisquer efeitos positivos da Estrada do Colono sobre a economia local e regional, e muito menos em escala estadual ou nacional”, lembra a carta.

 

Carta de alerta enviada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e à União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN)

 

Dr. Kishore Rao / Diretor da UNESCO – World Heritage Centre
Mr. Zhang Xinsheng / Presidente da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN)
Julia Marton-Lefèvre- Diretora-Geral da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN)
Prezado Senhores
Entidades brasileiras afiliadas à UICN e uma grande rede de instituições não governamentais gostariam de trazer à sua atenção eventos recentes e preocupantes envolvendo o Parque Nacional do Iguaçu (PNI), no Estado do Paraná (Brasil), na fronteira com a Argentina, ícone mundialmente reconhecido de conservação da natureza, reconhecido pela UNESCO como um Patrimônio Natural da Humanidade desde 1986.

Apesar de tentativas anteriores de reabertura de uma controversa estrada cortando o PNI tenham levado o mesmo a ser inscrito na Lista dos Patrimônios Mundiais “Em Perigo”, a mesma proposta foi recentemente reaberta. Há um risco iminente que a reabertura da chamada “Estrada do Colono”, retomada pela vegetação desde seu fechamento pela Justiça Federal, em 2001, seja legalmente aprovada pelo Congresso Brasileiro.

O Projeto de Lei 7.123/2010, proposto pelo deputado Assis de Couto (PT/PR) estabelece a “Estrada-Parque Caminho do Colono” no Parque Nacional de Iguaçu (PNI) e está a caminho do Senado para aprovação. De acordo com a proposta, o traçado da “Estrada-Parque” seria semelhante à Estrada do Colono, uma estrada de terra com quase 18 quilômetros aberta ilegalmente em 1954, quinze anos depois da criação do PNI, e fechada oficialmente em 1986 por ameaçar à segurança nacional em um contexto de
fronteira tríplice internacional.

Quando a estrada foi reaberta, o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO inscreveu o PNI na Lista dos Patrimônios Mundiais em Perigo, em 1999, retirando-o desta lista em 2001, após o Governo Brasileiro ter assegurado que a mesma manter-se-ia definitivamente fechada. Logo, os recentes eventos estão em total contradição com este compromisso histórico e documentado.

O autor do projeto de lei e seus defensores apontam que a estrada promoverá preservação, educação ambiental e o desenvolvimento sustentável regional, enquanto estão amplamente registrados e compreendidos os impactos de estradas sobre áreas protegidas. Dados históricos não mostram quaisquer efeitos positivos da Estrada do Colono sobre a economia local, regional, estadual ou nacional.

Por isso, expressamos nosso forte repúdio a mais uma tentativa de reabertura da Estrada do Colono, devido ao comprometimento da integridade do PNI, pois a mesma cortaria ao meio o último grande remanescente de Mata Atlântica do interior do país.

Além dos impactos sobre o PNI e a natureza altamente simbólica deste caso, há riscos de consequências de maior amplitude. O projeto de lei cria uma nova categoria de Unidade de Conservação (UC) que não é prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9.985/2000). Ou seja, pretende alterar a legislação nacional para atender interesses pontuais, afetando a conservação da biodiversidade não apenas no PNI, mas também em outras UCs. Associado a outras iniciativas no Congresso,

Em outros termos, a legislação ambiental nacional poderia ser alterada visando permitir a construção de uma estrada que não agrega valor econômico para o país num Patrimônio Mundial da Humanidade, cujas cataratas foram classificadas recentemente como uma das Sete Maravilhas Naturais no Mundo.

Este projeto de lei tramita no Congresso Brasileiro após ter evitado a sequência legal dos procedimentos com manobras políticas, visando garantir sua aprovação nos menores prazos. O autor da proposta e demais parlamentares esperam aprovar o texto nas próximas semanas.

Por fim, estamos enfrentando uma séria urgência e solicitamos sua ação para que medidas de proteção ao PNI possam ser tomadas, considerando seu status de Patrimônio Mundial e o histórico conturbado em relação à Estrada do Colono. Ficamos à disposição para eventuais esclarecimentos. Desde já
agradecemos sua consideração.

Atenciosamente,

Rede de ONGs da Mata Atlântica – RMA
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS)
SOS Mata Atlântica
Rede Verde
Adere – Associação de Desenvolvimento de Esportes Radicais e Ecologia
Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais
Parque das Aves
ISA – Instituto Socioambiental
Greenpeace
Associação Alternativa Terrazul
Associação Potiguar Amigos da Natureza – Aspoan
Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS
WWF-Brasil
Fundação Grupo Esquel Brasil

Petições contra a reabertura da Estrada do Colono/PR – português/inglês

Estamos divulgando o endereço de duas Petições sobre a questão do PL de reabertura da Estrada do Colono/PR. Ajudem a divulgar em suas Listas nacionais bem como a conhecidos no exterior.

Em português: http://www.avaaz.org/en/petition/PROTEJA_O_PARQUE_NACIONAL_DO_IGUACU_E_AS_UNIDADES_DE_CONSERVACAO_BRASILEIRAS/?wnZjUab

Em inglês: http://www.thepetitionsite.com/242/616/896/protect-brazilian-national-parks-do-not-allow-roads-inside-the-parks/

 

 

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O relógio da Terra mostra-nos alguns dos impactos causados pelo Homem na Terra. As estatísticas nele apresentadas, que estão a ser actualizadas ao vivo, podem ser verificadas nos sites seguintes:


População mundial: US Census Bureau
Taxa de crescimento populacional: CIA World Factbook
População prisional: UK Homeoffice
Divórcios (apenas para os Estados Unidos): Wikipédia
Imigração ilegal nos Estados Unidos: Wikipédia
Abortos: Wikipédia
Mulheres que morrem durante procedimentos abortivos incorrectos: Organização Mundial de Saúde
Taxa de infecções por HIV: Avert
Taxa de incidência de cancro: UICC
Temperatura média da Terra: Wikipédia
Extinções de espécies: National Wildlife Federation
Produção de petróleo: CIA World Factbook
Produção de carros: Mation Master
Produção de bicicletas: Earth Policy
Produção de computadores: Top Secret
Estatísticas de mortalidade: Organização Mundial de Saúde