Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day) chega cada ano mais cedo

A cada ano, a humanidade esgota mais cedo sua cota de recursos naturais do planeta. Relatório conjunto de organizações ambientais confirma aumento no consumo de recursos, afirma Jörg-Andreas Krüger, do WWF na Alemanha.

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Com base em estatísticas oficiais de 150 países, o World Wide Fund For Nature (WWF) e othink tank internacional Global Footprint Network registraram nesta terça-feira (19/08) o Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day) de 2014 – um dia antes que no ano anterior. Ele marca o momento em que a humanidade consumiu todos os recursos naturais produzidos pelo planeta no decorrer de 12 meses.

De 5 de outubro em 2000 a 19 de agosto em 2014, o dia em que a humanidade esgota seu orçamento ecológico anual vem chegando cada vez mais cedo, a cada ano. O WWF e o Global Footprint também publicam há 40 anos o relatório bianual Living Planet (Planeta vivo), sobre o consumo de recursos naturais. Sua edição mais recente sairá em setembro.

A Deutsche Welle entrevistou* a respeito Jörg-Andreas Krüger, chefe do Departamento de Biodiversidade do fundo mundial pela natureza WWF na Alemanha.

Como surgiu o Dia da Sobrecarga da Terra?

Ele nasceu de uma ideia do movimento ambientalista. Queríamos criar um sistema de informação que mostrasse ao público e aos tomadores de decisões a necessidade de, no futuro, refletir mais sobre nossas resoluções.

A cada dois anos, publicamos o relatório Living Planet, como indicador da situação da biodiversidade global.Além disso, o Dia da Sobrecarga da Terra mostra como estamos administrando nossos recursos naturais.

Qual é então, essa “cota de recursos” disponível na natureza?

É uma soma total do que usamos em termos de áreas aráveis ou de construção, do que desmatamos, o que pescamos nos rios e oceanos, e naturalmente o dióxido de carbono que emitimos na atmosfera, por todas as atividades da economia. Portanto, é a totalidade do nosso consumo de matérias-primas naturais e renováveis.

Para estabelecê-lo, precisamos medir os recursos globais que a Terra produz e o que pode colocar à disposição dos seres humanos. Em comparação com o que usamos efetivamente, essa é a “pegada ecológica” que deixamos.

O Dia da Sobrecarga da Terra chega a cada ano mais cedo. Por quê?

Simplesmente por usarmos cada vez mais recursos naturais e renováveis.

Quem é responsável pelo aumento do consumo?

Por um lado, podemos colocar a culpa em quem toma decisões – nos políticos, portanto. Por outro, podemos responsabilizar consumidores ao redor do mundo. Em termos do consumo de recursos naturais, numa comparação global notam-se grandes diferenças entre os países.

Por exemplo, se cada pessoa no mundo consumisse como um alemão, precisaríamos de 2,6 planetas. Na comparação com os Estados Unidos, até mesmo quatro planetas.

Há países, principalmente na África e na Ásia, cujos habitantes vivem abaixo da capacidade de recursos naturais. Quer dizer: as nações industrializadas consomem adicionalmente as reservas dos outros países, e ainda exportam a pegada ecológica delas. Um país como a China, por exemplo, chegou ao limite da sua biocapacidade, e a demanda continua a crescer. Um grande problema para o futuro!

O que diz o relatório Living Planet 2014, a ser divulgado no próximo mês?

Que os cidadãos dos países industrializados deveriam usar os recursos de maneira mais eficiente. Vamos ver que a pegada ecológica cresceu mais uma vez. A pegada ecológica das nações abastadas, porém, não aumentou nos últimos 40 anos. Atualmente identificamos um aumento nos países de renda média, ou seja, os antigos países em desenvolvimento, como os do Brics. Isso é perigoso para a Terra e um grande desafio para a política, pois são países populosos.

Qual é o impacto desse consumo excessivo sobre o meio ambiente?

Há uma enorme perda de biodiversidade. As florestas estão minguando. Há muitas regiões com enormes problemas de abastecimento de água, e a mudança climática tem um grande impacto sobre a agricultura, os solos e o nosso ecossistema como um todo.

O que precisa acontecer para conseguirmos sair dessa “zona vermelha”?

Precisamos de uma indústria mais eficiente. Não podemos continuar a desperdiçar recursos naturais como no passado. Devemos alocar as verbas em investimentos sustentáveis. E necessitamos de um controle mais rigoroso por parte dos governos, que devem tomar decisões corretas em favor da sustentabilidade. Além disso, cada consumidor individual deve agir de forma mais inteligente.

O que cada um de nós pode fazer?

Pode-se, por exemplo, usar energias renováveis e comprar produtos que sejam sustentáveis. Devemos comprar apenas o tanto de que precisamos e o que podemos usar.

*Entrevista realizada por Charlotta Lomas, da Deutsche Welle, DW.DE

(Fonte: http://www.ecodebate.com.br/)

De verdade, quer mudar o clima? Torne-se vegetariano

A produção de gado é uma das forças mais destrutivas por trás das mudanças climáticas: ela degrada a qualidade do ar, polui cursos de água, e ocupa a maior quantidade de terras.

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Entre as disparidades econômicas generalizadas, o crescimento da população, a agricultura não sustentável e as mudanças climáticas, um estudo parcialmente financiado pela Nasa previu que a civilização como a conhecemos pode estar em direção firme ao colapso no próximo século – e a janela de oportunidade para adotar uma mudança de impacto está diminuindo. Isso significa que a geração do século 21 é potencialmente a última geração durante a qual criar uma mudança significativa é possível. Mas como obter isso?

É hora de começar uma revolução alimentar.

A geração do século 21, os “millennials” representam 200 bilhões de dólares em valor econômico, e se a maioria da nossa geração se tornar vegetariana ou vegan, ou ao menos comer uma quantidade considerável menor de carne do que as gerações anteriores, temos a chance de produzir um verdadeiro impacto econômico — e, portanto, ambiental.

Em 2012, havia cerca de 70 bilhões de animais de abate para 7,1 bilhões de pessoas (links em inglês). E umestudo publicado em julho pela revista Proceedings of the National Academy of Science mostra que a produção de gado é uma das forças mais destrutivas por trás das mudanças climáticas: ela degrada a qualidade do ar, polui cursos de água, e ocupa a maior quantidade de terras.

Precisamente quanto o gado contribui para a mudança climática continua em debate: estudos mostram números que variam de 18% (um relatório de 2006 sobre alimentos das Nações Unidas) até 51% (um estudo da World Watch de 2009). A maioria dos outros estudos está em algum lugar nesse intervalo, mas, em cada um deles, o conselho é o mesmo: o ser humano precisa comer menos carne para frear a mudança climática e a escassez de recursos.

Criar animais para comer produz mais gases do efeito estufa (via metano e óxido nitroso) do que todo o dióxido de carbono expelido por automóveis, barcos, aviões e trens do mundo. Ao longo de um período de 20 anos, o metano tem 86 vezes mais potencial de mudança climática do que o dióxido de carbono, enquanto o mesmo número para o óxido nitroso é de 268 vezes, de acordo com um relatório da ONU de 2006. Reduzir radicalmente a quantidade de metano e de óxido nitroso na atmosfera pode produzir mudanças perceptíveis no efeito estufa dentro de décadas, enquanto as mesmas reduções de dióxido de carbono tomariam quase um século.

Sim, desistir de carne pode reduzir a sua pegada de carbono bem mais do que parar de dirigir.

Além do metano e o óxido nitroso liberados durante a produção, o gado industrializado contribui em cerca de 75% para o desmatamento (necessário para dar aos animais terra para pastar e plantar soja utilizada na sua alimentação).

Criar vacas, claro, tem o maior impacto ambiental. Há cerca de 1,5 bilhão de vacas no mundo. Elas consomem 170 bilhões de litros de água e 61 bilhões de quilos de comida todos os dias, de acordo com o documentário Cowspiracy. Em comparação, cerca de 7,1 bilhões de seres humanos consomem 19,2 bilhões de litros de água e 9,5 bilhões de quilos de alimentos por dia. Para colocar isto em termos fáceis de digerir, produzir a carne para um hambúrguer de 150 gramas consome algo como 67 mil litros de água, dependendo do tipo de criação do gado, de acordo com o governo dos Estados Unidos.

Em comparação com as galinhas e os porcos, as vacas precisam de 28 vezes mais terras, 11 vezes mais água e causam cinco vezes mais gases de efeito estufa, segundo um estudo liderado por Gidon Eshel, do Bard College. Olhando para os alimentos comumente encontrados em dietas vegetarianas e veganas, como batatas, arroz e trigo, este trabalho conclui que, por caloria de carne bovina, as vacas precisam de 160 vezes mais terra e produzem 11 vezes mais gases de efeito estufa.

É ridícula a quantidade de recursos necessários – e sacrificados – para criar gado; precisamos simplesmente parar de criar tantos animais para abate. Você pode adotar todos os tipos de outros pequenos passos para reduzir seu impacto ambiental: ir para o trabalho de bicicleta ou a pé, reduzir o uso de energia elétrica através de aparelhos mais eficientes, usar menos água através de torneiras e vasos sanitários de baixo fluxo, comprar de empresas ambientalmente conscientes – mas os pesquisadores afirmam que nada disso sozinho será suficiente para reverter a mudança climática. Se você realmente quer fazer diferença, então, preste atenção para o que está no seu prato.

Como disse Albert Einstein: “Nada irá beneficiar tanto a saúde humana e aumentar as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana”. Se você não está disposto a se tornar vegetariano ou vegan, apenas reduzir de forma considerável a quantidade de carne em sua dieta pode ter impacto: por exemplo, em vez de aderir à “segunda-feira sem carne”, adote a “segundas-feiras carnívoras”, caso em que a segunda-feira é o único dia que você come até mesmo uma porção pequena de carne.

Adiar esta mudança por mais uma geração – como nossos pais vêm fazendo — simplesmente não é viável. A geração do século 21 tem a oportunidade de usar seu poder econômico e escolhas pessoais para promover mudança de verdade, e é nossa responsabilidade fazê-lo.

Além disso, se não pararmos e revertermos as mudanças climáticas, tudo o que restará para comer – se tivermos sorte – é peixe. Ooops, parece que estamos ficando sem peixe também.

*versão original (em inglês) foi publicada no site do  Guardian Environment Network. Tradução de Eduardo Pegurier

(Fonte: http://www.oeco.org.br/guardian-environment-network)

Vitela: o cruel “subproduto” da indústria de laticínios

Vacas produzem leite pela mesma razão que humanos e outros mamíferos: alimentar a sua cria. Mas milhões de vacas que vivem em fazendas de laticínios nos Estados Unidos são forçadas a um ciclo vicioso de gravidez contínua com o objetivo de produzir leite para consumo humano. Seus filhotes fêmeas são abatidos imediatamente, ou usados para substituir suas mães no rebanho, e muitos bezerros machos terminam nas celas de vitela – um destino caracterizado por confinamento, escuridão, desnutrição, e massacre.

A quebra do vínculo materno

Sem intervenção humana, bezerros mamam por cerca de um ano [1]. Um estudo veterinário revelou que “durante o desmame natural, jamais acontece um completo e abrupto abandono do bezerro pela vaca. De fato, vaca e bezerro irão manter um relacionamento ao longo de suas vidas, de companhia e contato social” [2]. Um outro estudo descobriu que bastam apenas 5 minutos para que uma vaca e o seu bezerro desenvolvam um forte vínculo materno [3]. Mas bezerros nascidos em fazendas de laticínios são tirados de suas mães no mesmo dia em que nascem e passam a ser alimentados com substitutos de leite, incluindo sangue de gado, para que os humanos possam beber o leite de suas mães [4, 5]. Essa separação forçada causa enorme stress, tanto à vaca quanto ao bezerro, e sabe-se de vacas que escaparam do seu confinamento e viajaram por milhas para encontrar os seus filhotes.

Nas fazendas industriais, bezerros são mantidos em pequenas caixas, sem qualquer tipo de proteção materna.

Nas fazendas industriais, bezerros são mantidos em pequenas caixas, sem qualquer tipo de proteção materna.

Estábulos minúsculos, e sem exercício

Bezerros enviados para a indústria de vitela são forçados a passar as suas curtas vidas em celas individuais que têm não mais do que 1,8 por 0,76 m [6]. Essas celas são projetadas para impedir exercícios e o crescimento normal da musculatura, a fim de produzir a “tenra” carne de vitela, ou baby-beef. Esses bezerros são alimentados com um substituto do leite propositalmente pobre em ferro, para que eles permaneçam anêmicos e sua carne fique pálida [7].

Por causa dessas condições extremamente insalubres, bezerros da indústria de vitela estão suscetíveis a uma longa lista de doenças, incluindo pneumonia e diarreia crônicas. Um estudo publicado no Jornal of Animal Science descobriu que bezerros que são mantidos em “unidades habitacionais menores” têm dificuldade de se manter limpos, bem como de “estender seus membros dianteiros e mudar de posição entre ficar de pé ou deitados”, o que resulta em inchaço das articulações. Também ficou constatado que comportamentos estereotipados de stress, como enrolamento de língua e “pseudo-mastigação” (o ato de mastigar sem qualquer comida na boca), aumentam na medida em que as celas ficam menores, ou que os bezerros ficam mais velhos [8].

O isolamento extremo dos bezerros gera estresse, frustração e sofrimento.

O isolamento extremo dos bezerros gera estresse, frustração e sofrimento.

Depois de suportar de 12 a 23 semanas nessas condições, esses jovens animais – muitos dos quais mal conseguem caminhar por conta de doenças e musculatura atrofiada – são amontoados em caminhões para serem transportados a abatedouros [9]. Nesses caminhões, eles são pisoteados e sofrem com extremos de temperatura, falta de comida e água, além da ausência de cuidados veterinários.

O que podemos fazer?

Celas de vitela já são proibidas na Grã-Bretanha desde 1990, e estão sendo gradualmente eliminadas em toda a União Europeia desde 2007 [10]. O Comitê da Associação Americana de Vitela lançou uma resolução recomendando que todos os produtores de Vitela dos Estados Unidos convertam suas instalações para confinamento em grupo, até 2017 [11], e Celas de vitela já são proibidas nos estados do Arizona e Colorado [12].

Completamente abandonados, os bezerros vivem em meio à sujeira, infecções e ferimentos.

Completamente abandonados, os bezerros vivem em meio à sujeira, infecções e ferimentos.

Além de recusar-se a consumir vitela, evite produtos laticínios. Bezerros que vão parar na indústria de vitela são um “subproduto” da indústria de laticínios. Existem inúmeros leites vegetais fortificados (soja, amêndoa, aveia, arroz) que proveem cálcio, vitaminas, ferro, zinco e proteínas, e são naturalmente livres de colesterol.

Referências

1) Joseph M. Stookey and Derek B. Haley, “The Latest in Alternate Weaning Strategies,” Department of Large Animal Clinical Sciences, Western College of Veterinary Medicine, 2002.
2) Stookey and Haley.
3) Frances C. Flower and Daniel M. Weary, “Effects of Early Separation on the Dairy Cow and Calf: 2. Separation at 1 Day and 2 Weeks After Birth,” Applied Animal Behaviour Science 70 (2001): 275-84.
4) David Goldstein, “Up Close: A Beef With Dairy,” KCAL, 30 May 2002.
5) Stephanie Simon, “Mad Cow Casts Light on Beef Uses,” Los Angeles Times 4 Jan. 2004.
6) Tammy L. Terosky et al., “Effects of Individual Housing Design and Size on Special-Fed Holstein Veal Calf Growth Performance, Hematology, and Carcass Characteristics,” Journal of Animal Science 75 (1997): 1697-703.
7) “Top New York Restaurants Stop Serving White Veal,” Reuters, 6 Jul. 2000.
8) Terosky et al.
9) Nicholas Schoon, “Focus: The Hens Have Got Lucky; Battery Chickens May Soon Have Their Suffering Eased, but It’s Still a Grim Existence for Millions of Cows, Pigs, and Sheep,” The Independent 31 Jan. 1999.
10) American Veterinary Medical Association, “Veal Association Recommends Group Housing,” Journal of the American Veterinary Medical Association, 15 Sep. 2007.
11) Martin Hickman, “The Appeal of Veal,” The Independent 2 Sep. 2006.
12) ThePigSite, “Colorado Commended for Banning Farm Confinement Systems,”ThePigSite.com, 15 May 2008.

 (Fonte: http://oholocaustoanimal.wordpress.com/)

A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados

Número corresponde a 475 milhões de mortes por ano ou a 1,3 milhão por dia

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A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados nas rodovias que cortam o Brasil, número que corresponde a 475 milhões de mortes por ano ou a 1,3 milhão por dia. As informações são do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) da Universidade Federal de Lavras (MG), que desenvolveu um método para conscientizar sociedade e Estado sobre o assunto. O centro acaba de fechar uma parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) propondo soluções ao problema.

O CBEE é responsável pelo Projeto Malha, que tem por objetivo reunir, sistematizar e disponibilizar informações sobre a mortalidade da fauna selvagem nas rodovias e ferrovias brasileiras. Com isso, os atropelamentos passam a ser registrados no Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (BAFS) e as informações coletadas pelo Sistema Urubu, um aplicativo que pode ser usado em smartphones e tablets. “Integramos esse projeto e, neste momento, trabalhamos na assinatura de um termo de reciprocidade com a Universidade Federal de Lavras (UFL) formalizando esta parceria que, até o momento, tem sido informal”, destacou Ivan Salzo, coordenador substituto de Apoio à Pesquisa do ICMBio.

Os documentos devem ser assinados no próximo Seminário de Pesquisa e Encontro de Iniciazação Científica, a ser realizado na sede do ICMBio, em Brasília, entre os dias 16 e 18 de setembro. Na ocasião, o professor e coordenador do CBEE, Alex Bager, vai expor materiais para divulgar o projeto. A intenção é que as Unidades de Conservação (UCs) federais que tenham estradas ou rodovias comecem a usar a metodologia. “O projeto começou em 2013 e agora estamos em processo de evolução. Nesse um ano e meio coletamos muitas informações importantes e agora queremos começar a fazer políticas públicas, em termos nacionais, com os órgãos competentes”, afirmou Bager.

Já integram o Projeto Malha a Floresta Nacional de Silvania, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, a Reserva Biológica União, a Floresta Nacional de Piraí do Sul, a Reserva Biológica Guaribas e o Parque Nacional Serra dos Órgãos. “Eles compartilham a metodologia de coleta de dados e têm uma melhor base para comparar as informações”, disse Salzo. Além dessas unidades, o Parque Nacional da Serra, o Parque Nacional do Iguaçu e a Estação Ecológica Taim também monitoram os atropelamentos, mas sob métodos diferentes. A expectativa é que até 2015 pelo menos 20, das 313 UCs federais administradas pelo ICMBio, façam parte do projeto.

Animais que mais morrem

A maior parte dos animais selvagens mortos por atropelamentos são pequenos vertebrados, como sapos, aves e cobras. Todos os anos, cerca de 430 milhões dessas pequenas espécies morrem atropeladas no Brasil. Outros 43 milhões são representados pelo animais de médio porte, como gambás, lebres e macacos. A menor parte, correspondente a dois milhões de mortes, está relacionada aos animais de grande porte, como onças, lobos e capivaras.

Monitoramento da fauna atropelada na BR-471

A Estação Ecológica Taim (RS) lançou em 2011 o projeto “Atropelamentos da Fauna Silvestre: impacto da BR-471” para minimizar os danos à biodiversidade que a rodovia provoca na Unidade de Conservação (UC). Durante um ano, a administração da unidade fez levantamentos quinzenais de espécies e animais mortos na estrada, assim como monitoramento do tamanho e locais dos atropelamentos. A partir de agora, também será feita a contagem de veículos que passam pela BR e o controle dos 19 túneis construídos sob a rodovia para que os animais atravessem de um lado para o outro sem a necessidade de cruzar a pista.

Uma alternativa

Como uma medida alternativa para reduzir o número de morte por atropelamento dos animais silvestres, o Parque Nacional do Iguaçu (PR) conta com aparelhos de “GPS rastreador” do tamanho de uma caixa de fósforo. O equipamento é instalado em todos os carros que entram na UC e envia informações importantes, como a velocidade do veículo, para uma central monitorada pelos servidores do Parque. “O aparelho estimula a conscientização do visitante. Desde que foi implantado, no início do mês de julho, não houve mais atropelamento no parque”, contou o chefe substituto da UC, Apolônio Rodrigues. (Comunicação ICMBio)

(Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/)

Mudanças climáticas causaram a “cratera do fim do mundo”, diz especialista

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Um evento natural curioso e com proporções enormes ocorreu há três semanas na Sibéria. Uma cratera gigante, com mais de 60 metros de diâmetro, abriu no solo, sem que fosse identificada a presença humana. Os pesquisadores atribuem o fenômeno às mudanças climáticas.

A “cratera do fim do mundo”, como o buraco ficou conhecido, ocorreu próximo a uma das maiores jazidas de petróleo da Rússia, mas os especialistas que visitaram o local garantem que não houve explosão e que nenhuma máquina foi responsável pelo ocorrido.

Mesmo que a situação seja assustadora, eventos semelhantes já foram observados em diferentes localidades. “São consequências direta do aquecimento de nosso planeta, que provoca o derretimento dos gelos perpétuos que cobram a tundra siberiana. Porém não é algo catastrófico, já que a Sibéria é um lugar muito sensível às mudanças”, explicou Leonid Rijvanov, doutor em geologia pela Universidade de Tomsk, à Agência Efe.

No entanto, mais do que o tamanho do buraco, a preocupação é com as possíveis consequências disso. O pesquisador esclarece que o gelo contém gás e com a redução da espessura, esse material é disparado como se fosse um vulcão, formando essas fístulas enormes.

A geóloga Maria Leibman, da Academia de Ciências da Rússia, também foi ao local, analisar as possíveis causas do fenômeno. Segundo ela, foi possível identificar uma concentração mais alta que o normal de gás metano, que é altamente inflamável e poluente que outros gases de efeito estufa. A cientista também garante que os níveis de radiação estavam acima do normal.

Outros buracos com as mesmas características, mas em proporções menores, foram identificados na região, o que alerta para a necessidade de estudos mais específicos da área para prevenir novos desastres. (CicloVivo)

Veja no vídeo abaixo os detalhes desta cratera.

(Fonte: http://www.mercadoetico.com.br/)

Anel de Desmame: um símbolo de crueldade da indústria de leite

Se existe uma indústria envolta em mentiras bilionárias é a indústria de laticínios. Já revelamos as atrocidades realizadas pelos produtores de leite, pelo processo da descorna e pelo destino dos bezerros em virarem vitela. Agora você irá conhecer mais um símbolo de tortura da indústria de leite.

A função do anel é impedir que o bezerro beba o leite de sua própria mãe.

A função do anel é impedir que o bezerro beba o leite de sua própria mãe.

Quando nascemos, a natureza nos oferece leite materno de um ser da nossa espécie. É ele que nos fornece os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. E não é por acaso, pois não precisamos consumir leites de outros animais. Porém, apesar disso, a máfia da indústria de leite perpetua o mito de que necessitamos de leite animal para termos cálcio e outros nutrientes. Um mito que já foi derrubado pela ciência.

No momento que você consome queijo, leite e seus derivados, você está roubando algo que não é seu. Bezerros precisam ser separados de suas mães, para que elas possam produzir leite de maneira excessiva, através de inseminação artificial constante. Sem tais inseminações, a vaca não produz leite.

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Dentre os mais diversos métodos cruéis empregados pelos pecuaristas, está o anel de desmame, que foi criado para que os bezerros não consigam beber o leite suas mães. Esse método é usado também em pequenos produtores ou naqueles que recebem o selo de criação “humanitária”. De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), 97% dos bezerros são retirados de suas mães no prazo de 24 horas após o nascimento. [1] Uma vez que os machos não podem produzir leite, eles se tornam inúteis para a indústria leite, sendo vendidos para a indústria da carne, onde vivem em minúsculas baias que impossibilitam a sua movimentação; movimentar-se desenvolveria seus músculos, o que faria com que o objetivo de “carne macia” não fosse atingido.

Já as bezerras ficam isoladas em abrigos solitários por cerca de 2 ou 3 meses, levando o mesmo destino de suas mães, ou seja, uma vida de estupro, infecções e sequestro de seus filhotes.

No vídeo abaixo você confere de perto como um bezerro fica com o anel de desmame, sem poder suprir uma necessidade básica essencial para sua sobrevivência.

(Fonte: http://oholocaustoanimal.wordpress.com/)

Brasil produziu 3 milhões de toneladas a mais de lixo em 2013

Crescimento em relação ao ano anterior foi de 4,1% 

Lixão da Estrutural, em Brasília (DF)/Crédito: Wilson Dias/Ag.Brasil

Lixão da Estrutural, em Brasília (DF)/Crédito: Wilson Dias/Ag.Brasil

Em 2013 o Brasil produziu mais resíduos sólidos: foram 76,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,1% em relação a 2012, segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O índice de 4,1% é superior à taxa de crescimento populacional no país no período, que foi de 3,7%.

Diariamente, mais de 20 mil toneladas de resíduos sólidos deixaram de ser coletadas no país, o que significa que 10% dos resíduos sólidos tiveram destino impróprio – acabaram em algum córrego ou nas ruas, por exemplo.

A geração de resíduos é um indicador muito representativo do nível de produção e consumo e, em muitos casos, também de desperdício. O resíduo do nosso consumo é apenas uma parte, e bem pequena, do total dos resíduos gerados durante o processo produtivo de cada produto, desde a extração, processamento, armazenamento e venda. E quem paga esta conta é o consumidor – o custo está embutido, na forma de impostos, no preço do que estiver sendo comprado. Os impostos, as prefeituras cobram para pagar pelos serviços de coleta, transporte, deposição final ou reciclagem. Este custo está também no meio ambiente, produzindo poluição visual, olfativa, obstruindo vias e canais de escoamento de água e, muitas vezes, trazendo riscos de doenças.

Em 2 de agosto terminou o prazo para que os municípios cumpram a determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10) de acabar com os lixões e armazenar os resíduos sólidos em aterros sanitários. Mas 41,7% dos resíduos sólidos ainda têm destinação inadequada (lixões ou aterros controlados). “28,8 milhões de toneladas de resíduos seguiram para lixões ou aterros controlados, o que do ponto de vista ambiental pouco se diferenciam dos lixões, pois não possuem o conjunto de sistemas necessários para a proteção do meio ambiente e da saúde pública”, diz o relatório da Abrelpe.

Em 2013, pouco mais de 62% dos municípios registraram alguma iniciativa de coleta seletiva. “Embora seja expressiva a quantidade de municípios com iniciativas de coleta seletiva, convém salientar que muitas vezes estas atividades resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores, que não abrangem a totalidade do território ou da população do município”, diz o relatório.

(Fonte: http://www.akatu.org.br/)

Contaminação por plástico atinge 88% de três mil amostras de águas oceânicas

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Um estudo publicado na última semana por cientistas espanhóis no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences afirma que os oceanos estão lentamente se tornando uma espécie de sopa cheia de partículas plásticas microscópicas, passando pelas cadeias alimentares de todo o mundo.

De acordo com a pesquisa, que avaliou 3070 amostras, o problema já atingiu uma escala global, e os principais resíduos encontrados no oceano são polietileno e polipropileno, polímeros usados na fabricação de produtos como sacolas plásticas, embalagens de alimentos e bebidas, utensílios de cozinha e brinquedos, entre outros.

“As correntes oceânicas carregam objetos plásticos que se quebram em fragmentos cada vez menores devido à radiação solar. Esses pedaços pequenos, conhecidos como microplásticos, podem durar centenas de anos e foram detectados em 88% da superfície oceânica analisada”, comentou Andrés Cózar, pesquisador da Universidade de Cádiz.

“Esses microplásticos têm uma influência no comportamento e na cadeia alimentar dos organismos marinhos. Por um lado, os pequenos fragmentos muitas vezes acumulam contaminantes que, se engolidos, podem ser passados aos organismos durante a digestão; sem esquecer das obstruções gastrointestinais, que são outro dos problemas mais comuns desse tipo de resíduo”, explicou Cózar.

“Por outro lado, a abundância de fragmentos plásticos flutuantes permite que muitos organismos menores naveguem neles e colonizem lugares que não teriam acesso. Mas provavelmente, a maioria dos impactos que está ocorrendo devido à poluição plástica nos oceanos ainda não é conhecida”, concluiu o cientista.

Alguns países engajados em acabar com a proliferação dos resíduos plásticos estão começando pelas sacolinhas. Nos Estados Unidos, em muitos estados elas nem são mais utilizadas, sendo substituídas por sacolas reutilizáveis, biodegradáveis e de papel.

Nações insulares, como o estado de Yap, na Micronésia, que têm grande parte da sua economia baseada no turismo do mergulho e sofrem com a poluição causada pelo plástico, foram mais longe e resolveram banir o seu uso. Os comerciantes que distribuírem as famigeradas sacolas terão que pagar multas de US$ 100 por violação.

A União Europa também pretende tomar medidas duras. Novas regras preveem uma redução de 80% no uso de sacolas plásticas até 2019. Na França, um projeto de lei em discussão visa acabar com elas já em 2016, sendo que o país já tem uma taxa de 6 centavos de euro para cada sacola utilizada pelos consumidores.

Campanha

Três de julho é o Dia Internacional Sem Sacolas Plásticas, e a campanha Bag Free World, lançada neste ano para celebrar a data, ressalta o perigo que trazem à biodiversidade e ao meio ambiente.

A campanha conta com a participação de políticos e celebridades, como Joachim Steiner, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e Jereny Irons, ator britânico.

“Há zero justificativas para ainda fabricá-las [as sacolas plásticas], em qualquer lugar”, declarou Steiner no website da Bag Free World.

Já Irons afirmou que “as pessoas ainda não estão conscientes da seriedade do problema do uso de sacolas plásticas. Espero que o filme Trashed [de 2012, produzido e estrelado pelo ator] permita que as pessoas tenham uma visão desse problema bastante curável, mas global. [O problema] não será resolvido sem a vontade comum e política para fazê-lo.”

No site da campanha, estão disponibilizadas diversas informações sobre a utilização das sacolas plásticas e seu impacto nos ecossistemas. Por exemplo, embora em média elas sejam usadas por apenas 25 minutos, levam entre 100 e 500 anos para se desintegrarem, dependendo do tipo de plástico.

Elas também prejudicam a biodiversidade, principalmente oceânica, já que muitos animais frequentemente ingerem pedaços de sacolas plásticas descartadas, o que os faz sufocarem e morrerem. Segundo o PNUMA, entre 50% e 80% das tartarugas marinhas encontradas mortas apresentam em seus estômagos fragmentos de sacolas plásticas. (Jéssica Lipinski)

(Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/)

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O relógio da Terra mostra-nos alguns dos impactos causados pelo Homem na Terra. As estatísticas nele apresentadas, que estão a ser actualizadas ao vivo, podem ser verificadas nos sites seguintes:


População mundial: US Census Bureau
Taxa de crescimento populacional: CIA World Factbook
População prisional: UK Homeoffice
Divórcios (apenas para os Estados Unidos): Wikipédia
Imigração ilegal nos Estados Unidos: Wikipédia
Abortos: Wikipédia
Mulheres que morrem durante procedimentos abortivos incorrectos: Organização Mundial de Saúde
Taxa de infecções por HIV: Avert
Taxa de incidência de cancro: UICC
Temperatura média da Terra: Wikipédia
Extinções de espécies: National Wildlife Federation
Produção de petróleo: CIA World Factbook
Produção de carros: Mation Master
Produção de bicicletas: Earth Policy
Produção de computadores: Top Secret
Estatísticas de mortalidade: Organização Mundial de Saúde